"Quando cheguei em Nova Iguaçu, pequeno ainda comecei a me enturmar, fugir um pouquinho de casa e conhecer os amiguinhos. Foi quando um camarada tava lendo uma revistinha pequena... Gibi, era um gibi, Super-Homem, que tinha uns negócios... e proferiu essas palavras: "... não sei o quê não sei o quê o monarco não sei o quê...", aí eu comecei a rir. Achei gozado! Garoto bobo, eu tinha 5 ou 6 anos. Aí ele: "Tá rindo por quê, seu monarco?" Aquilo bateu, ficou como um visgo ali agarrado. Todo mundo vinha, os garotos: "Monarco!", nas minhas costas me batendo, aí pegou..."
Hidelmar Diniz, ou melhor, Monarco é sambista da velha guarda da Portela, compositor e intérprete. É uma figura da Portela e junto com o Paulinho da viola, Tia Surica, Casquinha, Carlos Cachaça, entoa sambas históricos como no video abaixo:
A música se chama "Alvorada" do querido Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio de Carvalho.
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sábado, 29 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Baden Powell III
Baden veio de uma família envolvida com música, seu pai apesar de amador, reunia amigos como Pixinguinha, João da Baiana, Donga, entre outros, pra conversar e tocar, verdadeiros saraus.
Até que um dia uma tia do velho Baden - que tinha oito anos nessa época - ganhou um violão numa rifa e como não sabia tocar, deixou-o pendurado na parede. Baden que por um tempo ficara namorando o violão, decidiu pegar e aprender por conta própria. Pronto, daí em diante teve aulas com seu pai e rapidamente foi encaminhado pro mestre Meira (que também foi professor do Raphael Rabello e do Maurício Carrilho).
Baden fez um arranjo para "Samba de uma nota só" composto por Tom Jobim, aproveitem!
Até que um dia uma tia do velho Baden - que tinha oito anos nessa época - ganhou um violão numa rifa e como não sabia tocar, deixou-o pendurado na parede. Baden que por um tempo ficara namorando o violão, decidiu pegar e aprender por conta própria. Pronto, daí em diante teve aulas com seu pai e rapidamente foi encaminhado pro mestre Meira (que também foi professor do Raphael Rabello e do Maurício Carrilho).
Baden fez um arranjo para "Samba de uma nota só" composto por Tom Jobim, aproveitem!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Baden Powell II
No vídeo - que é um trecho do DVD "Velho Amigo" - o velho Baden fala um pouco da vida dele no violão, desde jovem e toca "Samba triste", essa música aliás merece até um outro post, é bonita demais.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Cartola II
"Corra e olhe o céu" é a última música que Cartola canta no filme "Cartola - Música para os olhos". Acabei de assistir e bateu a saudade, mesmo ele tendo morrido há 29 anos. O filme conta algumas coisas da vida dele, mostra as composições e muito bate-papo sobre o samba, a Mangueira e a vida dele. É praticamente a mesma linha do filme feito sobre Paulinho da Viola, o que só garante ser muito gostoso de assistir.
Tem certas coisas que são difíceis de acreditar. Cartola, ou melhor, Agenor (que depois passou a ser Angenor porque erraram o nome dele na papelada do casório com Zica) não gostava de ir pra escola e o pai resolveu dar aula a ele em casa mesmo. Idéia que não deu muito certo também, porque era um olho no caderno e o outro no violão, e nessa divisão entre ler e aprender a tocar o muleque acabou largando o estudo e, mesmo analfabeto, escreveu essas maravilhas que só escutando mesmo pra ter uma noção da grandeza desse gênio. Abaixo, "Tive sim" no programa da TV Cultura Ensaio.
Tem certas coisas que são difíceis de acreditar. Cartola, ou melhor, Agenor (que depois passou a ser Angenor porque erraram o nome dele na papelada do casório com Zica) não gostava de ir pra escola e o pai resolveu dar aula a ele em casa mesmo. Idéia que não deu muito certo também, porque era um olho no caderno e o outro no violão, e nessa divisão entre ler e aprender a tocar o muleque acabou largando o estudo e, mesmo analfabeto, escreveu essas maravilhas que só escutando mesmo pra ter uma noção da grandeza desse gênio. Abaixo, "Tive sim" no programa da TV Cultura Ensaio.
sábado, 4 de julho de 2009
Cartola I

Cartola é o cara. Fez de tudo na vida, até fundar uma escola de samba fundou, a Estação Primeira de Mangueira, tem uns sambas lindos de matar e as histórias de cada letra são coisas fora do comum.
Particularmente eu acho Cartola uma das cabeças do samba, hoje em dia Paulinho da Viola desempenha esse papel de representante, mas antes dele o velho verde-rosa é o primeiro que me salta como referência. A história de hoje fica por conta de "O mundo é um moinho":
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés
Cartola escreveu isso pra filha depois que descobriu que ela havia se tornado prostituta, acho que não tem necessidade de destacar a letra depois de saber desse fato não é? imagine hoje como seria essa letra se a mesma história acontecesse...
Abraços
domingo, 28 de junho de 2009
Samba I

Acho que falar de samba é gostoso demais. O rítmo, as letras, o ambiente, as pessoas são especiais. A batida característica da percussão, as rodas de samba, encontro de amigos, a cerveja, os passos da dança, tudo isso aponta pra um conjunto que faz com que o samba seja um rítmo popular mas que conseguiu atingir a todos que apreciam a boa música. Exemplos de sambistas não faltam: Paulinho da Viola, Carlos Cachaça, Zé Keti, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho e tantos, tantos, tantos outros que a falta de conhecimento e a memória não deixam continuar a lista.
Não me interessa muito falar da origem, que veio com os negros na época da escravidão, se manifestou na Bahia e em outros estados mas foi no Rio que teve sua maior projeção, enfim, isso (teoricamente) é estudado nas aulas de história do Brasil. O bom mesmo é falar sobre a música, os personagens, essa conversa toda que o Sarau proporciona. Esse cantando "O mundo é um moinho" é o Cartola, um dos maiores nomes do Samba, dono de centenas de sambas e fundador da G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira. Falei assim mesmo, sem muita cerimônia porque ele já tem lugar cativo aqui no blog. Chico (que dispensa apresentações) cantando "Conversa de botequim" do grande Noel Rosa. Conversando com um pai de um amigo ele me contou que essa música chegou a ser premiada por sua harmonia, o Noel era gênio demais.
Claro que falei pouco pro tamanho do samba, mas é por isso que coloquei os números romanos nos títulos, sempre que der aquela saudadezinha posto mais contando outras coisas!
Não me interessa muito falar da origem, que veio com os negros na época da escravidão, se manifestou na Bahia e em outros estados mas foi no Rio que teve sua maior projeção, enfim, isso (teoricamente) é estudado nas aulas de história do Brasil. O bom mesmo é falar sobre a música, os personagens, essa conversa toda que o Sarau proporciona. Esse cantando "O mundo é um moinho" é o Cartola, um dos maiores nomes do Samba, dono de centenas de sambas e fundador da G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira. Falei assim mesmo, sem muita cerimônia porque ele já tem lugar cativo aqui no blog. Chico (que dispensa apresentações) cantando "Conversa de botequim" do grande Noel Rosa. Conversando com um pai de um amigo ele me contou que essa música chegou a ser premiada por sua harmonia, o Noel era gênio demais.
Claro que falei pouco pro tamanho do samba, mas é por isso que coloquei os números romanos nos títulos, sempre que der aquela saudadezinha posto mais contando outras coisas!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Paulinho da Viola I

Paulo César Batista de Faria nasceu na zona sul do Rio em 12 de novembro de 1942. Conhecido mesmo como Paulinho da Portela - já revelando sua paixão entre as escolas de samba - depois mudou seu nome para Paulinho da Viola.
Mas voltando um pouco, antes de adotar esses nomes, Paulinho nasceu e cresceu num meio, no mínimo, invejável. Filho de César Faria, que além de ser um dos fundadores do grupo Época de Ouro era violonista 7 cordas (e que violonista viu?) dava de cara com Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, Pixinguinha, assim, no sofá, conversando e tocando. Até o Cartola aparecia por lá pra cantar um pouco.
Mesmo assim, com um ambiente desse, músico não foi a primeira opção de Paulinho. Arriscou bicos e se aventurava muito de carpintaria, depois chegou a trabalhar num banco mas foi rapidamente demitido por começar a chegar atrasado, já nesse tempo começava a frequentar os saraus e sambas da vida, "quando ele começou a se meter pro lado da minha cunhada, saia na sexta só aparecia na segunda..." ri seu César, pai de Paulinho, no filme "Meu tempo é hoje" que conta um pouco da vida e obra desse portelense e vascaíno.
Chega de conversa! no vídeo, um trecho do filme "Meu tempo é hoje" e a música "Ruas que sonhei". Ah, quem canta com ele é a Amélia Rabello, mas aí já é conversa pra outro post.
Mas voltando um pouco, antes de adotar esses nomes, Paulinho nasceu e cresceu num meio, no mínimo, invejável. Filho de César Faria, que além de ser um dos fundadores do grupo Época de Ouro era violonista 7 cordas (e que violonista viu?) dava de cara com Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, Pixinguinha, assim, no sofá, conversando e tocando. Até o Cartola aparecia por lá pra cantar um pouco.
Mesmo assim, com um ambiente desse, músico não foi a primeira opção de Paulinho. Arriscou bicos e se aventurava muito de carpintaria, depois chegou a trabalhar num banco mas foi rapidamente demitido por começar a chegar atrasado, já nesse tempo começava a frequentar os saraus e sambas da vida, "quando ele começou a se meter pro lado da minha cunhada, saia na sexta só aparecia na segunda..." ri seu César, pai de Paulinho, no filme "Meu tempo é hoje" que conta um pouco da vida e obra desse portelense e vascaíno.
Chega de conversa! no vídeo, um trecho do filme "Meu tempo é hoje" e a música "Ruas que sonhei". Ah, quem canta com ele é a Amélia Rabello, mas aí já é conversa pra outro post.
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