sexta-feira, 21 de maio de 2010

B.B. King


Mudando drásticamente, pra guitarra, mas de um cara que merece o nome que leva, o Rei do Blues!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Música - Só o Tempo


Largo a paixão
Nas horas em que me atrevo
E abro mão de desejos
Botando meus pés no chão
É só eu estar feliz
Acende uma ilusão
Quando percebe em meu rosto
As dores que não me fez

Ah, meu pobre coração
O amor é um segredo
E sempre chega em silêncio
Como a luz no amanhecer
Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver

Ê hein senhor Paulinho da Viola? quanta genialidade!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dia Nacional do Choro II

Postei hoje cedo os videos das apresentações do pessoal da oficina no dia 23/04:


Cinco Companheiros de Pixinguinha


Vaidoso de Moacir Santos, músico pernambucano inclusive, dominou vários instrumentos e viveu um bom tempo nos EUA, uma referência musical aqui em Pernambuco e que pouca gente conhece/conheceu. Nos deixou em 2006.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Texto I

Hoje acabaram as comemorações do dia nacional do choro. Um pouco lá no SESC e outro pouco no Conservatório. Bem pouco mesmo, pra ser sincero. Agora a noite conversando com minha mãe ela comentou que tinha a impressão de que as pessoas não davam a merecida importância pra esse tipo de música e é verdade, aliás, lamentavelmente, é natural.

Digo que é natural porque o choro é um gênero dificílimo de tocar. E por ser difícil é pouco acessível a todo mundo, ou seja, é mais fácil tocar essas músicas que a mídia veicula que possuem três acordes básicos do que os dez invertidos e com o encadeamento harmônico complexo do choro. Mas não quero muito falar sobre isso, quero é agradecer à música por ter aparecido na minha vida e se tornado o que é hoje pra mim. Imprescindível.

Ontem (quinta-feira, 22/04) cheguei ao conservatório umas oito da manhã com o violão de baixo do braço e louco pra ver como ia ser a oficina. O professor colocou umas músicas, conversou sobre a importância do violão no choro e depois largou baixarias pros setes e foi dando uma passeada sobre as formações dos acordes pros seis cordas, foi uma mistureba danada, uns dez violões numa sala minúscula, os baixos que falavam, eles mesmos se respondiam tal era a confusão. No fim a gente saiu sorrindo alegre pra caramba por ter aprendido uma penca de coisa legal. De tarde mais música, mais ensaio, e já no SESC o clima era de descontração mesmo. Todo mundo já tinha perdido a vergonha de tocar e aí as rodas de choro desenrolaram como eu nunca vi desde que comecei a tocar violão. Até eu solei ‘sons de carrilhões’ e tive o prazer de ser acompanhado por um velhinho simpaticíssimo, Seu Ricardo, quando mandei ‘Noite de Lua’ do Dilermando Reis. Cheguei quebrado em casa, mas feliz e com uma satisfação que pouquíssimas vezes senti na vida. Hoje (sexta-feira, 23/04), oficialmente o dia do choro – e aniversário de Pixinguinha – seguiram os ensaios de manhã e a tarde, já lá pras 17h nos apresentamos e foi muito bom.

Por sinal, as apresentações tanto da quinta como de hoje dos outros grupos, Arabiando, Choro Brasil, Galho Seco e o choro infanto-juvenil do SESC, foram incríveis e me deram gás pra estudar ainda mais muito grande. Uma galera talentosa e que às vezes a gente nem conhece, foi muito bom ver tanta gente boa tocando.

Tô bem cansado, mas queria escrever esse troço sem sentido nem roteiro só pra falar de como foram os dias e poder registrar a alegria que senti e ainda sinto por tudo que aconteceu esses dois dias. Conheci muita gente boa, muita mesmo, gente talentosa e que toca muito bem, tanto pra pouca idade quanto pro pouco tempo que tem de música, conheci gente também com muita idade e com muita música, feito seu Ricardo que citei mais em cima, acho que de todos foi o que mais me diverti com as conversas.

Na quinta enquanto a gente esperava o teatro abrir ele falou algo que vou usar pra acabar isso tudo, até porque depois dela não tem mais o que dizer. Não me lembro o contexto, sei que a gente tava conversando e de repente ele virou e disse “só de música tenho 40 anos, e se não tivesse ela na minha vida preferia estar morto... pra que? Com essa violência e tudo que esse povo tem feito aí fora? Nem! Amo a música e se não fosse ela preferia mesmo ‘tar’ morto”. É isso.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia Nacional do Choro

Importante sempre divulgar, serão dois dias de muita música de excelente qualidade e tudo de graça, quem for não se arrependerá!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Meu Myspace

Pois é, hoje não trago ninguém importante, nem nenhum músico brilhante, apenas quem vos escreve tocando violão hehe.


O myspace foi criado com a intenção de me manter sempre gravando as músicas e tentando manter um repertório legal, então fiquem sempre de olho pois provavelmente haverá coisa boa sendo postada.

Aliás, nesse myspace dá pra encontrar muita gente que tem também, tenho ouvido e conhecido vários grupos que até então não sabia da existência, então fica a dica aí pra quem quer conhecer um pouco mais de gente talentosa!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Fábio Zanon I


Fábio Zanon é um dos expoentes do violão erudito. No início de sua carreira participou de vários concursos internacionais vencendo vários com grande destaque, que resultaram em períodos de estudo na Inglaterra por exemplo, por onde viveu 12 anos.

Evidentemente que as qualidades como violonista são indiscutíveis. Não tem como nem pra onde, ele é referência para muitos com suas interpretações e quem tem a honra de ter aula com ele pode se considerar um felizardo.

Mas tem algo muito legal também pra destacar do Zanon, que é uma coisa que tem uma contribuição pra música (principalmente brasileira) tão grande quanto sua obra violonistica: seus programas na Rádio Cultura de São Paulo sobre o violão erudito.

Meus amigos, é uma preciosidade. Ele fala com domínio total sobre o assunto; sobre a grandíssima maioria (se brincar todos) os nomes do violão brasileiro e mundial, erudito e popular, intercalando obras entre as histórias dos protagonistas. É uma maravilha.

Ainda vou falar muito mais sobre ele, mas hoje deu uma vontade danada de escrever porque fiquei sabendo que dia 20 ele vai se apresentar lá em João Pessoa, aí já viu né? bateu a alegria.

Os programas que falei de rádio estão todos disponíveis no blog dele: http://vcfz.blogspot.com/

Ah, no video ele toca Luiza, de Tom Jobim e arranjada por Marco Pereira.

segunda-feira, 29 de março de 2010

De volta!

Depois de umas férias tô de volta!

Na verdade andei meio preguiçoso, isso sim, mas agora com gás pra dar a devida atenção que o blog merece.

Hoje deixo um vídeo do Baden Powell, o querido "Badeco", tocando "Tristeza":

sábado, 19 de setembro de 2009

Música - Alento



Violão esquecido num canto é silêncio
Coração encolhido no peito é desprezo
Solidão hospedada no leito é ausência
A paixão refletida num pranto, ai, é tristeza
Um olhar espiando o vazio é lembrança
Um desejo trazido no vento é saudade
Um desvio na curva do tempo é distância
E um poeta que acaba vadio, ai, é destino

A vida da gente é mistério
A estrada do tempo é segredo
O sonho perdido é espelho
O alento de tudo é canção
O fio do enredo é mentira
A história do mundo é brinquedo
O verso do samba é conselho
E tudo o que eu disse é ilusão

Cantada por Paulinho da Viola e a letra é do incrível Paulo César Pinheiro, esse cara é gênio demais.

sábado, 29 de agosto de 2009

Monarco I

"Quando cheguei em Nova Iguaçu, pequeno ainda comecei a me enturmar, fugir um pouquinho de casa e conhecer os amiguinhos. Foi quando um camarada tava lendo uma revistinha pequena... Gibi, era um gibi, Super-Homem, que tinha uns negócios... e proferiu essas palavras: "... não sei o quê não sei o quê o monarco não sei o quê...", aí eu comecei a rir. Achei gozado! Garoto bobo, eu tinha 5 ou 6 anos. Aí ele: "Tá rindo por quê, seu monarco?" Aquilo bateu, ficou como um visgo ali agarrado. Todo mundo vinha, os garotos: "Monarco!", nas minhas costas me batendo, aí pegou..."

Hidelmar Diniz, ou melhor, Monarco é sambista da velha guarda da Portela, compositor e intérprete. É uma figura da Portela e junto com o Paulinho da viola, Tia Surica, Casquinha, Carlos Cachaça, entoa sambas históricos como no video abaixo:

A música se chama "Alvorada" do querido Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio de Carvalho.

domingo, 23 de agosto de 2009

Carlos Barbosa-Lima I



No vídeo, Barbosa-Lima toca seu arranjo para "Sons de carrilhões" do grande João Pernambuco.

Nascido em 1944, São Paulo capital, Carlos se interessou por música e por violão desde pequeno, seu pai que tinha tentado aprender, mas sem sucesso, o colocou no lugar pra ter aulas. Depois de dois anos de muito progresso conheceu o violonista Luiz Bonfá que o encaminhou para as aulas com o mestre Isaias Sávio.

Carlos tinha o hábito de roer as unhas e Luiz Bonfá havia aconselhado deixar crescer. Vem então a grande solução: colocar pimenta malagueta nelas. Tiro e queda. Bonfá também o preparou ensinando alguns fundamentos da técnica mais tradicional, com o objetivo de se poder tirar mais som do violão - as unhas mais compridas, tirar o som com a unha e a polpa do dedo, dicas para que ele pudesse aproveitar com mais intensidade as aulas.

Hoje, Carlos mescla todo seu conhecimento teórico e de violão erudito com um repertório bastante brasileiro e popular, seus arranjos são muito bem elaborados e são de encher os ouvidos, no vídeo abaixo segue "Cochichando" de Alfredo Vianna, vulgo Pixinguinha.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Naudo II

Hoje em dia Naudo reveza entre bares, restaurantes e hotéis na Espanha e até na Itália, houve uma época que o site youtube deletou todos os seus videos alegando quebra de direitos, mas os fãs, que não são poucos, ja voltaram a postar e criaram até um blog: www.naudostar.blogspot.com/

No video, seu arranjo de "Stand by me" do bom e velho Ben E. King

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Baden Powell III

Baden veio de uma família envolvida com música, seu pai apesar de amador, reunia amigos como Pixinguinha, João da Baiana, Donga, entre outros, pra conversar e tocar, verdadeiros saraus.

Até que um dia uma tia do velho Baden - que tinha oito anos nessa época - ganhou um violão numa rifa e como não sabia tocar, deixou-o pendurado na parede. Baden que por um tempo ficara namorando o violão, decidiu pegar e aprender por conta própria. Pronto, daí em diante teve aulas com seu pai e rapidamente foi encaminhado pro mestre Meira (que também foi professor do Raphael Rabello e do Maurício Carrilho).



Baden fez um arranjo para "Samba de uma nota só" composto por Tom Jobim, aproveitem!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Baden Powell II



No vídeo - que é um trecho do DVD "Velho Amigo" - o velho Baden fala um pouco da vida dele no violão, desde jovem e toca "Samba triste", essa música aliás merece até um outro post, é bonita demais.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Semana Baden Powell


Dia 6 esse mito do violão brasileiro completaria 72 se estivesse vivo. Ao longo da semana vou postar videos e contar um pouco da sua tragetória.

Nascido no dia 6 de agosto de 1937 numa cidade chamada "varre-e-sai" no Rio de Janeiro, recebeu o nome de Baden Powell em homenagem a Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, fundador do Escotismo (os famosos escoteiros, com aquela saudação e as práticas de vida no campo, entre outras coisas).

No video, toca e canta "Consolação" no programa da TV Cultura Ensaio (um dos melhores programas da televisão, diga-se de passagem)


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Raphael Rabello II



Sem querer apontar um preferido mas já apontando, tenho por Raphael uma admiração diferente.

Apesar de ter começado a gostar de música e de violão vendo o Yamandu Costa tocar, foi em Raphael - e com esse arranjo de anos dourados, composição de Chico Buarque e Tom Jobim - que eu defini mais ou menos meu objetivo ao começar a estudar música.

A facilidade com que ele toca sempre me impressionou muito. Seus arranjos apesar de parecerem simples abusam de uma qualidade técnica que pouquíssimos tem, o que acaba sendo uma armadilha - até divertida, devo confessar - pra quem tenta se aventurar no estudo das suas obras.

Nesse outro vídeo ele toca Odeon - composição de Ernesto Nazareth - com uns amigos e impressiona a todos com a quantidade de variações salpicadas ao longo da música, é uma aula de como tocar brincando.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Naudo I


Naudo é um músico que vive na ilha de Tenerife - Espanha e ganha a vida tocando em clubes de jazz e restaurantes. Além disso é sempre convidado por outros músicos para participar da gravação de algumas músicas.

Nasceu dia 23 de abril de 1961, natural daqui de Recife, ficou no Brasil até 1989, quando resolveu viajar pela Espanha com a orquestra "Linea Continua", participando do "Autum Jazz" de Zamora (Castilla), que estava atuando junto ao saxofonista Quique Macias.
Nunca estudou música em um conservatório ou faculdade, é autodidata e desenvolveu sua tecnica observando e tocando com outros músicos e estudando vários estilos musicais diferentes.

O video é um arranjo dele para "Sultans of swing" da banda Dire Straits.



quarta-feira, 15 de julho de 2009

Paulinho Nogueira I


Paulinho Nogueira nasceu em Campinas dia 8 de outubro de 1929 e faleceu em Sampa dia 2 de agosto de 2003. Paulinho tentou a vida na cidade grande como cartunista (e tinha até talento) mas não conseguiu e sem querer voltar pra Campinas ficou por São Paulo tocando violão nas noites.

Depois disso seguiu carreira de violonista solo, arranjando músicas e até cantando, mas essencialmente era instrumentista, como ele mesmo diz em uma entrevista.

Tocava sem as unhas, o que trás um toque muito mais sutil e doce, é fácil de reconhecer quando é Paulinho tocando. Sua qualidade como arranjador também é indiscutível, além de ser de uma humildade fora do comum. Segue o video "Samba em prelúdio" de Baden Powell e Vinicius de Morais.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Raphael Rabello I


Nunca vi ninguém tocar feito ele. Rafael (depois ele adotou a grafia com "ph") Baptista Rabello nascido em 31 de outubro de 1962 morreu em 27 de abril de 1995. Nunca vi tocarem igual.

De uma família musical, o avô já tocava piano para ele e as irmãs cantarem desde pequenos, Raphael se interessou pelo violão e chegou a ter aulas com Meyra (foi professor de Baden Powell também) e daí descambou a genialidade. Sofreu influência por todos os lados: o chorinho com Dino 7 cordas - que inventou o violão de 7 cordas -, o flamenco com Paco de Lucía e o erudito com Heitor Villa-lobos e Radamés Gnattali com quem fez parceria.

Em suma, Raphael conseguiu reunir características que quando se juntaram a sua personalidade fizeram dele um músico completo: com uma harmonia fora do comum, agilidade e técnica impressionantes, uma mão direita impecável e uma capacidade de improvisação extraordinária, ele se imortalizou como um dos maiores nomes do violão brasileiro.


O vídeo é "Sons de carrilhões" do grande João Pernambuco:

Cartola II



"Corra e olhe o céu" é a última música que Cartola canta no filme "Cartola - Música para os olhos". Acabei de assistir e bateu a saudade, mesmo ele tendo morrido há 29 anos. O filme conta algumas coisas da vida dele, mostra as composições e muito bate-papo sobre o samba, a Mangueira e a vida dele. É praticamente a mesma linha do filme feito sobre Paulinho da Viola, o que só garante ser muito gostoso de assistir.

Tem certas coisas que são difíceis de acreditar. Cartola, ou melhor, Agenor (que depois passou a ser Angenor porque erraram o nome dele na papelada do casório com Zica) não gostava de ir pra escola e o pai resolveu dar aula a ele em casa mesmo. Idéia que não deu muito certo também, porque era um olho no caderno e o outro no violão, e nessa divisão entre ler e aprender a tocar o muleque acabou largando o estudo e, mesmo analfabeto, escreveu essas maravilhas que só escutando mesmo pra ter uma noção da grandeza desse gênio. Abaixo, "Tive sim" no programa da TV Cultura Ensaio.